O Brasil explicado em 100 imagens

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Aproveite esta viagem por 150 anos de História do Brasil por meio da fotografia e outras imagens. Uma versão deste post, publicada anos atrás no meu blog em inglês, Deep Brazil, rodou meio mundo.

Escravos carregam senhora em liteira na antiga província de São Paulo, cerca de 1860.

 

Oficial brasileiro e seu prisioneiro, um soldado paraguaio, em cerca de 1865.

 

Partitura de “Il Guarany”, ópera em italiano de Carlos Gomes que estreou no Teatro Scala, de Milão, em 1870

 

Um exercício da Marinha brasileira em 1870.
Rita Bandeira de Melo Franco, século XIX

 

Índios Canela, do estado do Maranhão, século XIX

 

Emperador Dom Pedro II em 1887

 

Eugen Keller e a sua babá, cujo nome não ficou registrado, em Pernambuco, século XIX

 

Os originais da Lei Áurea, assinada em 1888 pela Princesa Isabel, regente do Brasil, abolindo oficialmente a escravidão no país

 

Imigrantes italianos recém-chegados a São Paulo em 1890. Hoje, 60% dos paulistanos descendem pelo menos parcialmente de italianos.

 

O Padre Cícero, padre, proprietário de terras e líder político extremamente poderoso de Juazeiro, no Ceará, cerca de 1891.

 

Revolta da Armada em 1894, um motim contra o presidente Floriano Peixoto. Foto de Juan Gutierrez
Sobreviventes do massacre de Canudos, uma comunidade rebelde no Ceará que foi derrotada pelas tropas federais em 1897.

 

Foto de Marc Ferrez, o maior fotógrafo brasileiro do século XIX. Esta imagem provavelmente é do Rio nos últimos anos do século.
Avenida Eduardo Ribeiro, em Manaus, cerca de 1900. Ela evidencia a riqueza produzida durante o Ciclo da Borracha, quando a capital amazônica se tornou, por um curto período, a Pequena Paris brasileira.
Fotomontagem feita em 1901 por Valério Rodrigues Vieira. Note que todos os indivíduos que aparecem, inclusive as fotos na parede e a estátua, são retratos do autor.
O epidemiologista Oswaldo Cruz, o maior promotor da vacinação e das práticas higiênicas no país, no início do século XX.

 

Nota de 200 mil réis falsificada, mas de alta qualidade, de 1905

 

Santos Dumont testa seu primeiro avião mais pesado do que o ar, o 14 Bis, com a ajuda de um burro e cabos de aço. Cerca de 1906

 

Freiras salesianas e estudantes Bororo. 1908

 

O navio Kasato Maru traz o primeiro grupo de imigrantes japoneses ao país, em 1908

 

A Revolta da Chibata, de 1910, foi um motim de marinheiros contra os castigos físicos. Ela costuma ser comparada à revolta do encouraçado Potemkin, na Rússia. Aqui, o seu líder, João Cândido (que sorri à esquerda do homem de terno) e outros marinheiros, num encontro com a Imprensa.
O Velho Oeste brasileiro ficava, na verdade, no extremo sul do país. A Guerra do Contestado foi um conflito entre proprietários de terras e pequenos produtores rurais, entre 1912 e 1916, nos estados do Paraná e de Santa Catarina, e envolveu também na Argentina.

 

Uma das Expedições Rondon, organizada pelo coronel Rondon para contactar grupos indígenas isolados, em 1912
Marinheiros do navio de guerra Minas Gerais, entre 1910 e 1915. Imagem da Biblioteca do Congresso dos EUA.

 

Uma das primeiras imagens em cores do Rio de Janeiro. Foto de Marc Ferrez de 1915.

 

Ingresso para uma partida de futebol entre o Flamengo, do Rio, e o Paysandú, do Pará, em 1916

 

Funeral do anarquista José Martinez, morto pela polícia em São Paulo, 1917.

 

O chá da tarde da Confeitaria Rocco era o ponto de encontro da alta sociedade de Porto Alegre em 1920.

 

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, em 1922. Primeira de uma série de protestos contra as elites tradicionais, organizado por oficiais na casa dos 20 anos que defendiam eleições mais democráticas, dentre outras reivindicações. Foto de Zenóbio da Costa para a revista O Malho.

 

O desfile de carros decorados no corso era típico do carnaval de rua no início do século XX. Essa foto foi tirada em Ourinhos, no interior de São Paulo, em 1928.

 

O Abaporu (Homem que Come, em tupi-guarani), de Tarsila do Amaral, de 1928. Ele inspirou o modernismo brasileiro e o Movimento Antropofagista. É também a obra de arte brasileira com maior valor comercial no momento.

 

A Revolução de 1930 foi um golpe contra o presidente Washington Luis, dado pelo general Getúlio Vargas, visto aqui em trajes militares e a cabeça descoberta. Ela marca o começo da ascensão de Vargas, uma das figuras essenciais da História do Brasil.
A gigantesca estátua do Cristo Redentor é a imagem que os estrangeiros costumam associar ao Rio e ao Brasil. Ela foi inaugurada em 1931.

 

Em 1931, o governo federal decidiu queimar quantidades gigantescas de café para forçar os preços a subir. A crise financeira global de 1929 havia comprometido as vendas do maior produto de exportação do país na época.
Em 1932, o presidente Getúlio Vargas enfrentou um levante popular no Estado de São Paulo, uma resposta ao golpe de estado desferido por ele dois anos antes. Os paulistas foram derrotados na Revolução Constitucionalista.

 

Rara imagem da Revolução Constitucionalista.

 

Monteiro Lobato, patrono da literatura infantil brasileira, cercado por alguns dos seus principais personagens, numa caricatura de Belmonte, de cerca de 1930.

 

Alzira Soriano, prefeita de Lajes, no Rio Grande do Norte, em 1929. Ela foi a primeira brasileira eleita para um cargo executivo – mas foi derrubada por sua oposição ao presidente Getúlio Vargas. Três anos depois, as mulheres ganharam direito a voto no país.

 

Trabalhadores se preparam para remover a floresta em Fordlândia, propriedade do empresário americano Henry Ford, no estado do Pará, na Amazônia, em 1934.

 

O capitão Luís Carlos Prestes, líder comunista histórico, é preso em 1936 por seu maior inimigo político, o presidente Getúlio Vargas.

 

Moda praia sexy desde 1937

 

Virgulino Ferreira, o Lampião – o líder dos cangaceiros, fora-da-lei que aterrorizaram o Nordeste nos anos 20 e 30.

 

A soprano Bidú Sayão estrelou na Metropolitan Opera, de Nova York, de 1937 a 1952.

 

Lampião, seus homens e a sua companheira, Maria Bonita, foram mortos e decapitados pelo Exército em 1938.

 

Foto de Pierre Verger, 1940.

 

Carmen Miranda, a Pequena Notável, no filme Sinfonia de Estrelas (The Gang’s All Here), com Betty Grable, John Payne e Cesar Romero, de 1944.

 

Parada militar de 7 de Setembro, em 1943.

 

Encontro dos presidentes Getúlio Vargas, do Brasil, e Franklin Delano Roosevelt, dos EUA, em 1943, selou a aliança (relutante) do país com os Aliados, durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Soldados brasileiros que combateram na Segunda Guerra Mundial. Nesta foto de 1944, vemos o escritor e correspondente Rubem Braga, de pé à esquerda.

 

O compositor Heitor Villa-Lobos (centro) com seu colega Aaron Copland (à esquerda) e o diplomata americano Oscar Correia, no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, em 1945.

 

Frevo de Recife, em 1947. Outra foto do grande franco-baiano Pierre Verger.

 

Emilinha Borba (a morena) e Marlene, as rainhas do rádio no fim dos anos 40 e nos anos 50. Supostamente, elas tinham uma grande rivalidade.

 

Marta Rocha não foi eleita Miss Universo em 1954 porque o seu quadril tinha duas polegadas a mais do que seria considerado perfeito. Mesmo assim, ela se tornou uma das beldades mais aclamadas do país.

 

O diário Última Hora anuncia o suicídio do presidente Getúlio Vargas em 1954.

 

O Amigo da Onça, do cartunista Péricles, na popularíssima revista O Cruzeiro, durante os anos 50. O personagem invariavelmente sacaneia alguém se se faz de desentendido.

 

João Guimarães Rosa, um dos grandes escritores do século XX. Em 1956 ele publicou a sua obra-prima, Grande Sertão: Veredas.

 

Oscarito (à direita) e Grande Otelo, a dupla de ouro das comédias da Atlântida, a principal produtora cinematográfica do país nos anos 50. Aqui, no filme De Pernas pro Ar, de 1957.

 

O Brasil ganha a sua primeira Copa do Mundo de Futebol em 1958. Na foto, de pé, da esquerda para a direita, Feola, Djalma Santos, Zito, Bellini, Nilton Santos, Orlando e Gilmar. Agachados, Garrincha, Didi, Pelé, Vavá, Zagalo e o treinador Paulo Amaral.
A cantora Ângela Maria nas páginas de O Cruzeiro, em 1959.

 

Escola na zona rural de Verê, no Paraná, cerca de 1959. Note a construção típica das áreas de imigração italiana.

 

João Gilberto inaugura a Bossa Nova com o LP Chega de Saudade, de 1959.

 

Pelé marca dois dos sete gols que dão ao Brasil a vitória sobre o Malmö, da Suécia, em 1960.

 

Construção de Brasília, a capital planejada no meio do Planalto Central, que seria inaugurada em 1960.

 

Glória Menezes e Tarcísio Meira, o casal de atores que estrelou 2-5499 Ocupado, a primeira novela diária da televisão brasileira, de 1963, sobre o romance do galã com uma presidiária.
Roberto Carlos, rei do ie-ie-ie, posteriormente ídolo romântico e da música de inspiração cristã. Ele lançou um dos seus primeiros sucessos, O Calhambeque, em 1965.

 

Maria Esther Bueno venceu três vezes o torneio de Wimbledon, tornando-se a estrela máxima das quadras de tênis no final dos anos 50 e no começo dos 60.

 

Cacilda Becker, grande dama do teatro.

 

As atrizes (da esquerda para a direita) Tônia Carreiro, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar protestam contra a censura em 1968.

 

Primeiro voo do Bandeirante, em 1968, avião produzido pela estatal Embraer.

 

O general Emílio Garrastazu Medici, cujo governo marcou os anos de chumbo da ditadura na virada dos anos 60 para 70.

 

Prisioneiros políticos trocados, em 1969, pelo embaixador americano, Charles Elbrick, que tinha sido sequestrado por militantes do MR-8 e da ALN, dois grupos que combatiam a ditadura militar.

 

Carlos Alberto Torres, capitão do time de futebol do Brasil, celebra a vitória na Copa do Mundo de 1970.

 

Adesivo extremamente popular durante os anos de chumbo da ditadura.

 

Desbocada, irreverente e corajosa, a atriz Leila Diniz causa escândalo ao exibir a gravidez na praia de Ipanema em 1971.

 

O roqueiro Raul Seixas, um dos maiores símbolos da contracultura no país.

 

Os Trapalhões, quarteto de enorme sucesso televisivo e que produziu 24 filmes assistidos por 120 milhões de pessoas.

 

Chacrinha, rei do psicodelismo na TV brasileira, e as suas voluptuosas chacretes, nos anos 70.

 

O primeiro carro a álcool, adaptado em 1975. O programa Pró-Álcool, iniciativa do governo para incentivar o uso desse combustível alternativo, ganhou força no começo dos anos 70, durante a crise do petróleo.

 

O jornalista Vladimir Herzog foi morto em 1975 após uma sessão de tortura promovida em meio à repressão política. Segundo fontes oficiais, ele cometeu suicídio na cadeia.

 

O garimpo de Serra Pelada gerou uma corrida do ouro que atraiu pelo menos 100 mil homens para o estado do Pará nos anos 80.

 

Uma das capas mais memoráveis já publicadas no país. Ela marcou a derrota do Brasil na Copa do Mundo de Barcelona, em 1982.

 

A hidrelétrica de Itaipu, um empreendimento binacional do Brasil e da Argentina, é a maior do mundo em capacidade de geração, maior ainda que a Usina de Três Gargantas, na Cinha. Ela começou a operar em 1984. Foto de Angelo Leithold/Wikipedia.

 

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) foi fundado em 1984 para promover a reforma agrária. Ele chegou a ter mais de 1,6 milhão de membros. Foto de Rafael Martins para o Governo do Estado da Bahia, via Flickr.

 

A manifestação de 1 milhão de pessoas, em São Paulo, pela volta das eleições diretas, em 1984. Mas elas só vieram a acontecer cinco anos depois. Se a foto da capa do Jornal da Tarde fosse em cores, veríamos que a maioria dos participantes vestia camisetas amarelas.

 

Roque Santeiro, novela memorável de Dias Gomes, deixou os telespectadores colados às suas TVs em 1985, seguindo as aventuras do personagem título e da Viúva Porcina. A história havia sido banida pelos militares durante 10 anos.
Em 1986, o presidente José Sarney pediu à população que controlasse as atividades do comércio em seu nome, denunciando lojas que elevassem seus preços, congelados pelo governo.

 

Amado por seus leitores, desprezado pela crítica, Paulo Coelho publicou o best-seller esotérico O Alquimista em 1988. Desde então, ele vendeu mais de 65 milhões de exemplares.

 

Aclamado internacionalmente por sua militância na Amazônia, o líder seringueiro Chico Mendes foi assassinado em 1988 por latifundiários.

 

Pedro Collor denunciou à revista Veja uma série de crimes de corrupção (e atos de magia negra) cometidos por seu irmão, o presidente Fernando Collor de Mello. Isto deu origem a um processo político que acabou levando ao impeachment do presidente.

 

Muitos brasileiros lembram exatamente o que faziam no dia em que o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna morreu, após uma colisão durante o Grande Prêmio de San Marino, em 1994.

 

Foto tirada em 1998 por Noel Villas-Boas, do famoso clã de indigenistas. Ela apresenta o Kuarup, cerimônia frequente no Parque Indígena do Xingu.
Central do Brasil, dirigido por Walter Salles, em 1998, é considerado um dos maiores filmes da retomada do cinema brasileiro.

 

Posse do presidente Luis Inácio Lula da Silva, dando início ao seu segundo mandato, em 2007.