5 coisas sobre mim

#1

O novo é o meu território.

No fim dos anos 80, eu fui uma das primeiras jornalistas brasileiras a escrever sobre sustentabilidade – o conceito ainda nem existia. Durante anos explorei a interface ecologia/economia no diário Gazeta Mercantil, a minha grande escola de reportagem.

Também fui pioneira na introdução sustentabilidade em instituições financeiras. Em 2003, ajudei a implantar a área de risco socioambiental do Banco Real, iniciativa até então inédita em nível global. Essa experiência me levou à Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, onde atuei durante vários anos.

#2

Sou brasileira, mas morei em vários lugares. Em São Paulo e Paris. Num kibbutz. Numa casa de150 anos que tinha um buraco enorme comunicando o banheiro com a cozinha.

Eu me casei com um americano em 2004 e mudei para Santa Fe, cidade do Novo México com pendores esotéricos. Até hoje não sei como consegui fugir de lá. Hoje estamos em Portland, no Oregon, provavelmente o lugar com maior qualidade de vida no mundo.

Prêmio Ethos cropped

#3

Tenho uma necessidade compulsiva de lidar com a linguagem. Durante 30 anos, resolvi esse problema trabalhando como jornalista em diversos meios de comunicação (Gazeta Mercantil, Radio France Internationale, revistas Página 22 e Veja). Essa experiência resultou em alguns prêmios,  como o Ethos de Jornalismo e o Reuters/IUCN Media Awards.

Também mexi com tradução e escrevi livros sobre meio ambiente, como o Manual de Negócios Sustentáveis (Amigos da Terra)  e Como Cuidar da Nossa Água (BEI Editores), este em parceria com a jornalista Laura Aguiar.

Meus livros

#4

Embora nunca tenha escrito ficção, sabia que um dia eu ia mergulhar nessas águas e nunca mais emergiria.

Acabo de concluir o meu primeiro romance histórico, O Ilusionista, que se passa no Rio, em 1908.  Uma das coisas que eu aprendi nesse processo é que a ficção pode captar a realidade melhor do que o jornalismo, por não ter as mesmas limitações de tempo, espaço e orçamento. A licença literária te dá uma visão panorâmica que a lupa do repórter não dá.

Já comecei a trabalhar num segundo romance, que deverá ser situado em Minas Gerais, no começo do século XIX.

#5

Coisas sem as quais não vivo, em nenhuma ordem específica:

  • Andar no mato. Se ainda for possível, na Mata Atlântica.
  • Circular em outras culturas. O francês é a minha segunda língua e falo bem o espanhol. Isso não atrapalha.
  • Comer macarrão. Não discrimino nenhum formato, nem molho
  • The Newyorker
  • Conversar com a minha filha, a Luisa. Uma criatura fascinante.

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